quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Circuito Vale do Rio Quilombinho e Rio Quilombo





da esquerda para direita : Vêve,  Lucas, Vivi, Ricardo e Jorge.
 Nosso objetivo para o final de semana era alcançar o cume da Pedra do Frade, localizada entre Angra, via Bananal, porém a minha cúmplice de atividades outdoor, dona Vivi, iniciou um tratamento para cuidar de uma lesão em seu joelho e tivemos que alterar os planos e procurar um roteiro mais tranquilo. Por isso, decidimos escalar no sábado no Visual das águas e domingo iríamos  numa trip exploratória pelo vale do rio Quilombinho (nome dado pelo Jorge por ser um afluente do rio Quilombo) e rio Quilombo pela região da Vila Paranapiacaba.

Sábado depois de escalar fui dormir cedo, pois teria que acordar às 6h00 da manhã no domingo. O despertador tocou e nem eu e muito menos a Vivi esboçamos qualquer reação em levantar, esperamos mais 5 minutos para saltar da cama.
Após engolir o café da manhã, fomos para a estação Brás pegar o trem que leva para Rio Grande da Serra, onde tomaríamos o ônibus que levaria a Vila de Paranapiacaba. O trem demorou um pouco e somado tempo gasto com nossa preguiça de levantar da cama, chegamos atrasados ao local de encontro.


Na padaria nos esperavam com cara de impacientes Jorge Soto, Veve, Ricardo e Lucas. Pedimos desculpas pelo atraso e já fomos para o ponto de ônibus, pois o próximo não demoraria a partir.
primeira cachoeira.
Chegamos à Vila e seguimos através da estrada que leva ao vilarejo do Taquarussu. Enquanto passávamos pela vila um cachorro começou a seguir nossos passos e acabou fazendo a trilha toda conosco. A caminhada por este trecho é feito através de estrada de terra. Apesar do bom ritmo de caminhada do grupo, senti saudades da minha bicicleta para abreviar aqueles longos e entediantes 5 km até a entrada da trilha.
Não demoramos e entramos na trilha dos Carvoeiros, que fica a direita da estrada, já no começo da descida que leva ao vilarejo de Taquarussu. Uma vez nela não tem erro, pois a trilha é bem demarcada bastando ficar atento às bifurcações. Esta trilha na verdade é uma antiga estrada usada no inicio do século passado para extração de carvão vegetal que servia de combustível ao sistema férreo da época, por isso não é difícil topar com restos dos fornos usados para transformar a madeira em carvão pelo caminho.
A caminhada é agradável, a subida de inclinação modesta é tão suave que eu, Ricardo e Toto, apelido dado ao cão, andávamos em um bom ritmo e não muito distante escutava a voz do restante do grupo vindo logo atrás.
Ah! Esqueci um dado importante, o Lucas desde que desceu do ônibus em Paranapiacaba, passou a caminhar descalço. Isso mesmo! Descalço!! E eu um dia cheguei a reclamar de bolhas.
Em pouco tempo de caminhada, chegamos ao primeiro ponto d’água, assim como os demais, aproveitei para encher meu reservatório.  
Logo chegamos à bifurcação das Bananeiras, tomamos o caminho da esquerda, a trilha da direita é a famosa volta na serra , fica como opção uma próxima investida.
segunda cachoeira.
Em poucos minutos cruzamos com ao rio quilombinho e passamos a caminhar pelo seu leito, atitude desnecessária, pois cruzando o rio em poucos metros tem um entroncamento de trilha e basta pegar o caminho da direita que levará vale abaixo, sem a necessidade de molhar nossos pés, mas só perceberíamos no final da trilha.
Caminhar pelo rio sempre requer uma atenção especial, pois qualquer erro pode gerar desde um mergulho com máquina fotográfica ou na pior das hipóteses uma fratura de membros, por isso o progresso era lento, menos para o Toto que pulava de pedra em pedra... ia e voltava na maior energia.
Quando estávamos acostumando a caminhar com os pés molhados o Ricardo achou uma picada que acompanhava o rio pela margem esquerda. Apesar de ninguém no grupo ter frescura em caminhar pelo leito do rio, seguimos pela trilha, pois o avanço seria muito mais cômodo.
A descida por um bom tempo é suave, o que torna a caminhada agradável. Como dito anteriormente, esta trilha foi uma antiga estrada de extração, neste trecho os restos do pavimento de pedra ainda se encontram pelo caminho e torna um ótimo ponto de referência, pois se não tiver pedra na trilha pode voltar que você estará fora dela.
A trilha se afasta levemente para a esquerda do rio para despencar numa piramba. Aquele declive acentuado e som imponente da queda d’água dava a certeza que estávamos diante de uma bela cachoeira.
No final da piramba, vasculhamos na mata um melhor local para acessar o rio e seguir até cachoeira. Como nosso progresso era bom, ficamos curtindo a cachoeira por 30 minutos. A água fria não me impediu de me deliciar com um belo banho.
fazendo Yoga.
Após cada um beliscar algo, retornamos a caminhada pela trilha que seguia descendo o vale pela margem esquerda. Depois da cachoeira, a trilha cruza o rio e segue acompanhando o rio pela margem direita sem declive acentuado na maioria do tempo. Não se esqueça, na dúvida siga as pedras (resto do calçamento da estrada).
Seguindo vale abaixo pela encosta do morro, em um determinado momento saímos da trilha principal e descemos até o rio, pois som da queda d’água denunciava outra grande cachoeira.
Ao atingirmos o leito rio, topamos com ela. Linda e imponente! Novamente fizemos uma breve pausa. A Vivi aproveitou para praticar um pouco de Yoga e eu aproveitei para fazer umas posições de equilíbrio e força também.
Não demoramos e retomamos a trilha, já que o horário avançava e nada de toparmos com o rio quilombo e não queríamos caminhar à noite, pois novamente esqueci a lanterna, assim como a maioria do grupo.
Subimos a encosta para voltar para a trilha principal  e uma hora depois chegamos finalmente ao rio quilombo, atravessamos a ponte natural feita por um tronco de árvore caída e buscamos um bom lugar para tomar um sol e preparar nosso almoço.
Enquanto eu tirava umas fotos do lugar, a minha cúmplice preparava um delicioso miojo para o nosso almoço, claro que dividimos nossa pouca comida com nosso amigo Toto, fato que causou ciúmes no Jorge que protestava dizendo que o cão estava comendo mais que ele.
Cada um aproveitou aquele momento a sua maneira, seja conversando, relaxando ou tirando fotos, mas a hora passava e precisávamos retornar e o caminho de volta era longo. Para chegar até aquele ponto, tínhamos caminhado 12 km, mas felizmente nosso amigo Jorge conhecia bem a região e sabia que próximo ali havia outro caminho para subir, mais curto, porém mais íngreme.
Toto.
Seguimos morro acima pela trilha do racho 71, porém antes de iniciar a subida encontramos com um segundo cachorro que não conseguia se mexer de tão fraco. Estava muito assustado e tremia todo ao menor sinal de aproximação, por isso todos ficaram com receio de levar uma mordida ao toca-lo.
Após uma breve indecisão se conseguiríamos levar aquele cachorro morro acima, decidimos, sob protestos da Vivi, que só poderíamos dar nossos restos de comida para ele e deixar que a natureza decida. É triste, mas a vida é assim.
A decisão de subir por essa trilha mostrou-se a melhor escolha, pois além saltarmos na estrada do taquarussu junto com os últimos raios solares ainda pelo caminho topamos com uma serpente da espécie caninana.
Porém, faltavam os longos e entediantes 5 km por aquela estradinha, que segundo a Vivi se somar todas as vezes que ela passou naquele trecho daria para dar a volta no mundo. Chegamos à vila já no escuro e sentamos no bar da Zilda, que além de cobrar um absurdo pela breja ainda não tinha nada de bom para comer. Por isso gosto de comer em outro lugar.
Enquanto matávamos nossa sede, encontramos com o Nando e com o Thunder que subiram a serra desde Cubatão pela trilha das motos. Aproveitamos para comemorar o aniversário do Nando e ficamos bebendo até pegarmos o ônibus de volta para estação e de lá pegar o trem para São Paulo.
Viaje barato:.
Gasto com Transporte: R$ 12,00
 Gasto com Comida e breja: R$ 20,00
Total gasto: R$ 32,00

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